
Não diga "Não",só porque Sim"!

Contra os Maus-tratos



Ser família, actualmente, vai muito além da estrutura constituída por pais, filhos e avós. Ser Família é estar presente e ser um meio de conforto, no qual a criança se sente segura e onde desenvolve os seus comportamentos e as suas emoções. Para esta, a sua família poderão ser os educadores da sua escola, o grupo de amigos das brincadeiras, ou até mesmo a comunidade que a protege.
Consideramos portanto que a família enquanto estrutura não se encontra em “crise”, esta apenas se alterou para poder acompanhar as exigências actuais da sociedade. Acreditamos na Família, seja esta biológica ou emocional, e que todas as transformações actuais servem apenas para refazer laços que julgámos durante algum tempo perdidos. Acreditamos por isso em si e no quão é importante para o seu filho/a, por isso não desista de o mimar.
Quando vi este vídeo fiquei encantada...
Apenas reafirma o que já se considera uma regra, assim como nos adultos, a forma como falamos com as nossas crianças influencia o seu comportamento, em toda a nossa linguagem verbal e não verbal.
A criança reproduz ao pormenor todos os nossos comportamentos e como tal não devemos dizer "NÃO GRITES." - gritando, pois a nossa linguagem não está de acordo com a nossa atitude. Se tivermos um discurso que atende às suas necessidades, se demonstrarmos que estamos dispostos a ouvir e a cooperar numa solução, muitas vezes desarma-mos a criança que está habituada às nossas típicas respostas: "Porque sim, porque eu disse."
A criança gosta de ser ouvida, mas não significa por isso atender a todos os seus caprichos, devemos explicar os Nãos, devemos estabelecer limites/regras sem criar um clima de poder adulto-criança. Ao tomar esta atitude estamos a ser responsáveis perante a educação da criança, sem cair no autoritarismo ou permissividade estamos a ensinar que esta vive numa sociedade em que há a necessidade de respeitar o espaço do outro e as suas necessidades...
Em suma, a criança torna-se-á mais responsável e terá mais a noção de viver em cidadania...
Para as crianças nós somos os modelos, devemos por isso ter a noção as atitudes de violência gratuita que temos perante estas. Devemos sim:

A família continua a ser vista como o contexto de socialização por excelência. Cada núcleo tem as suas dinâmicas particulares e as suas regras de funcionamento, as quais merecem ser respeitadas e compreendidas no seio dos contextos sociais e históricos em que se inserem. No entanto, torna-se necessário alertar as famílias para a identificação de eventuais formas de actuação, em casa, para com os rapazes e as raparigas, muitas vezes, promotoras das aindas actuais desigualdades de género desde tenra idade.
Tendo em conta algumas das estratégias, possíveis no combate às desigualdades de género que actualmente ainda se verificam, embora a maioria dos pais e das mães tenda a negar a existência na sua família de um tratamento deliberadamente diferencial, deve-se considerar a família como um alvo prioritário de intervenção, uma vez que se considera como o agente base para a preparação e criação de Oportunidades de Igualdade, tendo em vista a optimização do desenvolvimeno individual dos seus diferentes elementos.

Vemos que o seu Bebé é muito importante para si, por isso, protega-o dos monstros que se encontram debaixo da cama.

- Oh mãe... de onde eu vim??
E AGORA?!! Sentimo-nos desconfortáveis, recorremos à famosa história da cegonha que veio de França, e desejamos que a curiosidade fique por ali...
Não minta ao seu filho, a verdade deverá ser sempre o aliado da aprendizagem, pois mais tarde ou mais cedo, o seu "bebé" irá descubrir a verdade e poderá sentir que não é importante para si.
Para o seu pequenino ou pequenita não só lhe mentiu acerca de um assunto para ele/a importante, aquando a sua curiosidade, como também naquele momento deixou de ser uma fonte segura de informação. E mais tarde, poderá nem desejar falar consigo acerca destes assuntos, ou de outros.
Compreendo que tenha receio das perguntas seguintes, ou até mesmo que julgue que está a proteger o seu bebé, mas apenas a sinceridade permitirá que ele cresça sexualmente saudável e isso sim irá protegê-lo. Este crescerá a respeitar o seu corpo, as suas mudanças, a respeitar os outros, tornar-se-á numa criança consciente de si e irá tomar as decisões adequadas à sua idade, mas acima de tudo, irá querer partilhar momentos de conversa consigo.
Aconselho que não espere pelas perguntas do seu filho, encontre e aproveite os momentos propícios ao ensino, lembre-se que este gosta de falar consigo e por isso escute, responda e elogie a sua curiosidade. É normal sentir desconforto e por isso eduque respeitando os seus próprios valores, e não se esqueça... a sexualidade como nós a vemos não é como o seu bebé a sente, pois ele só quer ser amado.
E já agora... recorda-se da pergunta do início deste post? A resposta do seu filho poderia ter sido:
- Oh mãe!! Não entendes nada... o Tiago diz que veio da Suiça, e eu? De onde vim?
Esteja atenta/o, pois ás vezes as respostas são muito mais simples, e não deixa de ser um momento de aprendizagem...
Dizes: "Meu filho".
É durante a gravidez que mais direito tens de o dizer. Um coração que bate, tão pequeno como um caroço de pêssego, repercurte-se no teu pulso. É a tua respiração que lhe fornece o oxigénio. Circula em ti e no teu filho um sangue comum e nenhuma dessas gotas vermelhas sabe ainda a qual dos dois mundos pertence.
Esse pedaço de pão que estás a trincar faz parte do material de construção das pernas sobre as quais correrá, da pele que o cobrirá, dos olhos com que observará o mundo, do cérebro onde brilhará o pensamento, das mãos que estenderá para ti e do sorriso com que te chamará "mamã".
Janusz Korczak
in "Como Amar uma Criança"


Enquanto projecto, que se preocupa consigo e com o seu bebé, visitámos vários bloguistas nas suas caminhadas pela maternidade e paternidade, deparámo-nos então com um mundo ao qual apelidamos de Comunidade Parental. Um conjunto de pais e mães que se inter-ajuda e que dá a conhecer orgulhosamente a sua jornada passo a passo, expondo muitas vezes fotos dos seus filhos, amigos e familiares, uma situação à qual não ficámos indiferentes e que consideramos ser nosso dever alertar para os riscos inerentes a estas exposições do seu bebé e respectiva família.
Compreendemos que todo e qualquer pai se orgulhe do seu rebento, mesmo quando este ainda se encontra sob a protecção do ventre materno. Compreendemos a importância que tem para si partilhar com o mundo a sua alegria, o seu contentamento por ser pai ou mãe de um ser maravilhoso e que na sua inocência lhe proporciona os melhores momentos.
É por compreendermos e acreditarmos que a segurança para si é importante, que lhe dizemos que poderá estar a cometer um erro. Isto porque, verificámos que muitos pais colocam diariamente fotos do seu bebé, descrevem o seu dia a dia enquanto educadores, indicam os locais onde trabalham, passeam, expõem fotos da família, dizem os nomes de cada um dos seus membros, e se visitarmos o seu perfil, podemos não ter a morada mas temos a localidade. E todas estas indicações poderão pô-lo/a a si e ao seu mais que tudo em risco, um perigo que infelizmente está incrementado na sociedade em que vivemos e do qual temos o dever de nos prevenir.
Daremos então algumas opiniões de como poderá compartilhar connosco a paixão pelo seu filhote ou filhota, conseguindo manter a segurança de ambos:
Estes são alguns dos pontos sobre os quais poderá reflectir, contudo, aceitamos todos os comentários e testemunhos que nos permitam desenvolver estratégias de protecção. Pois a Vossa protecção é também importante para nós...
Ver artigo "Babyblogs na Blogosfera..."
"O desejo de expansão da criança é tão forte, deseja tão ardentemente apoderar-se de tudo o que a rodeia que entendemos ser nosso dever moderar-lhe os impulsos, e muitas vezes, em vez de lhos moderarmos, imobilizamos-lhos. Dizemos-lhe «não»."
Louis Corman
In "A Educação pela Confiança"
Já pensou na quantidade de "Nãos" que por dia diz ao seu filho? Lanço-lhe então um desafio, tente contabilizá-los.
Quantas vezes diz: "Olha que não vais ser capaz. Olha que vais cair. Não faças. Olha que não consegues". Sabemos que tem noção das potencialidades do seu filhote/a, mas aderir ao pessimismo não será de certo a solução, pois, deste modo, está a indicar-lhe que não acredita nas suas capacidades e através do poder da sugestão leva-o a acreditar em si e em muitas vezes a desistir das tentativas seguintes, pois sugestivamente acaba sempre por cair e acreditar que não é capaz.
Seja positivo/a, desafio-o/a a serrar os lábios cada vez que quiser dizer um "Não", pois estes são poderosos e por isso devem ser utilizados nas alturas certas e explicados devidamente. Dou-lhe um conselho, sempre o seu bebé não conseguir use, com um tom de voz suave, frases como: "Boa tentativa! Agora vou ajudar-te e para a próxima já fazes melhor." Incentive-o a continuar e sem o substituir nas suas acções, mais do que ajudá-lo a conseguir, ajude-o a nunca desistir, e ensine-lhe que tudo tem o seu ritmo e o seu tempo, pois senão conseguir hoje, pode sempre voltar a tentar amanhã...
Ver artigo "Não diga "Não", só porque sim!"

"Uma criança estava a andar de baloiço e como havia uma fila de crianças a aguardar a sua vez, a mãe grita-lhe «Sai do baloiço. Já chega.» ao qual a criança responde «Não saio. Quero andar mais.». Escusado será dizer que esta situação gerou discussão e birras. Outro familiar aproximou-se da criança e disse «Já viste aqueles meninos? Eles estão a aguardar para andar de baloiço e só podem andar se tu saíres, e como já andaste tanto tempo...» a criança prontamente responde saindo do baloiço «Ahh... Tá bem. Assim eu saio.»
Agora pergunto: «Valerá mais a pena poupar 5 minutos de discurso compreensivo, dando ordens e perder horas numa birra? Ou perder 5 minutos a falar com o seu filho/a de forma pausada, positiva e ganhar assim horas de alento?»
Deixo à sua reflexão...

Se é pai/mãe e sonha em ter um segundo filho, decerto já se questionou sobre a reacção do seu filho mais velho, será que este vai aceitar o irmão? Será que vai sentir ciúmes? O que fazer para evitar que este não se sinta rejeitado?
Enquanto pai/mãe o seu maior desafio será compreender que o nascimento do seu bebé poderá desencadear emoções no seu filho, que lhe compete a si gerir, estas poderão ir desde a alegria devido à novidade de ter um irmãozinho, até ao medo de perder o seu espaço, brinquedos e principalmente a atenção dos pais.
Não tenha receio pelo seu filho, dar-lhe-emos algumas dicas que o poderão ajudar a atenuar-lhe os medos e levá-lo a aceitar o futuro membro da família, sugerimos-lhe que:
E lembre-se, caso o seu filho pareça não estar interessado no novo/a mano/a, não o force a aceitar e/ou a participar, dê-lhe espaço, tempo e nunca deixe de o mimar, pois este no fundo está apenas com receio de perder a sua atenção. Demonstre-lhe que ele também é importante para si.
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