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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
Pedido de uma criança

 

"Não tenham medo de serem firmes comigo. Prefiro assim. Isso faz com que eu me sinta mais seguro. Não me estraguem. Sei que não devo ter tudo o que peço. Só vos estou a experimentar. Não me corrijam com raiva, nem na presença de estranhos. Aprenderei muito mais se me falarem com calma e em particular.
 
Não me protejam das consequências dos meus erros. Às vezes, eu preciso aprender pelo caminho áspero. Não levem muito a sério as minhas pequenas dores. Necessito delas para amadurecer. Não sejam irritantes ao me corrigir. Se assim o fizerem, eu poderei fazer o contrário do que me pedem. Não me façam promessas que não poderão cumprir depois. Pois ficarei profundamente desapontado. Não ponham à prova a minha honestidade. Sou facilmente levado a dizer mentiras. Não me digam simplesmente que meus receios e medos não fazem sentido. Ajudem-me a compreendê-los e vencê-los. Não me digam que não conseguem me controlar. Eu me julgarei mais forte que vocês.
 
Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas por mim mesmo. Não queiram ensinar tudo. Não tenham vergonha de dizer que me amam. Eu necessito desse carinho e amor para poder transmiti-lo a vocês e aos outros. Não desistam nunca de me ensinar o correcto, mesmo quando eu parecer não entender. Insistam através do exemplo e, no futuro, vocês verão em mim o fruto daquilo que plantaram."


publicado por Vera Joaquim às 14:50
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Domingo, 15 de Maio de 2011
Dia Internacional da Família...

Ser família, actualmente, vai muito além da estrutura constituída por pais, filhos e avós. Ser Família é estar presente e ser um meio de conforto, no qual a criança se sente segura e onde desenvolve os seus comportamentos e as suas emoções. Para esta, a sua família poderão ser os educadores da sua escola, o grupo de amigos das brincadeiras, ou até mesmo a comunidade que a protege.

 
Falamos então da Família do Coração, aquela que aconchega sem pedir nada em troca e que se torna importante para a criança no seu desenvolvimento pessoal. Os pais não deixam de ser importantes, pois os valores base, pelos quais esta se orienta, serão sempre os que aprender consigo. Consideramos igualmente os avós uma parte bastante importante na educação da criança, não só por cada vez mais ser difícil ser pai e mãe sozinho, mas por toda a transmissão de conhecimentos dos quais o seu filho/a poderá usufruir. Acredite, que os avós são os melhores contadores de histórias que poderá pedir para o seu filho.
 

Consideramos portanto que a família enquanto estrutura não se encontra em “crise”, esta apenas se alterou para poder acompanhar as exigências actuais da sociedade. Acreditamos na Família, seja esta biológica ou emocional, e que todas as transformações actuais servem apenas para refazer laços que julgámos durante algum tempo perdidos. Acreditamos por isso em si e no quão é importante para o seu filho/a, por isso não desista de o mimar.


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publicado por Vera Joaquim às 14:48
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Quinta-feira, 17 de Março de 2011
Educar para uma comunicação não violenta...

 

Quando vi este vídeo fiquei encantada...

 

Apenas reafirma o que já se considera uma regra, assim como nos adultos, a forma como falamos com as nossas crianças influencia o seu comportamento, em toda a nossa linguagem verbal e não verbal.

 

A criança reproduz ao pormenor todos os nossos comportamentos e como tal não devemos dizer "NÃO GRITES." - gritando, pois a nossa linguagem não está de acordo com a nossa atitude.  Se tivermos um discurso que atende às suas necessidades, se demonstrarmos que estamos dispostos a ouvir e a cooperar numa solução, muitas vezes desarma-mos a criança que está habituada às nossas típicas respostas: "Porque sim, porque eu disse."

 

A criança gosta de ser ouvida, mas não significa por isso atender a todos os seus caprichos, devemos explicar os Nãos, devemos estabelecer limites/regras sem criar um clima de poder adulto-criança. Ao tomar esta atitude estamos a ser responsáveis perante a educação da criança, sem cair no autoritarismo ou permissividade estamos a ensinar que esta vive numa sociedade em que há a necessidade de respeitar o espaço do outro e as suas necessidades...

 

Em suma, a criança torna-se-á mais responsável e terá mais a noção de viver em cidadania...



publicado por Vera Joaquim às 21:14
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Terça-feira, 15 de Março de 2011
As crianças veêm, as crianças fazem...

 

Para as crianças nós somos os modelos, devemos por isso ter a noção as atitudes de violência gratuita que temos perante estas. Devemos sim:

  • Ajudar as crianças a serem construtivas e positivas;
  • Gerir a agressividade e o comportamento ‘difícil’;
  • Ser imparciais e certificar-se de que a criança é ouvida;
  • Certificarmo-nos de que as diferenças de poder pai-filho não resultam em injustiças;
  • Capacitar em vez de controlar;
  • Escutar atentamente;
  • Desistir de fornecer soluções, levar a criança a procurá-las por si;
  • Encorajar a expressão e o reconhecimento dos sentimentos;
  • Respeitosos, atenciosos, mente aberta, valorizar cada criança na sua individualidade.


publicado por Vera Joaquim às 19:54
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Crescer em família!

Actualmente assistimos a uma ascensão do conflito infantil, crianças que prematuramente reproduzem comportamentos agressivos e tendem a manifestar atitudes de maior egocentrismo. Crianças a quem muitas vezes chamamos criancinhas e a quem pedimos para crescer.
 
A infantilidade é um direito que assiste a criança. Em vez de lhe pedirmos para crescer, deveríamos rever as suas referências, pois cada vez mais,  a sociedade se encontra num processo de reorganização. Desde bebé, a criança  encontra-se mais próxima dos educadores, dos pares e dos media, tomando-os como modelos e levando para o seio familiar as suas aprendizagens.
 
De momento esta reorganização da sociedade, no que respeita à transmissão de valores, está a levar, cada vez mais, ao afastamento da família. Esta necessita por isso de se impôr, de fazer valer a sua posição na educação da criança, permitindo assim um crescimento equilibrado da mesma, não só a nível afectivo como pessoal.
 
Aqui vos deixo um conselho:
Sempre que a criança reclamar um qualquer brinquedo, de uma qualquer loja, não ofereçam uma ida ao shopping, mas sim uma ida ao parque infantil, pois brinquedos há muitos, estes vão e vêm, partem-se, passam de moda e perde-se o interesse quando a escolha é feita ao acaso, ou por mero capricho... mas família há só uma, e esta é para sempre...


publicado por Vera Joaquim às 02:34
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Segunda-feira, 14 de Março de 2011
“Menino ou Menina?” A família e os seus comportamentos...

A família continua a ser vista como o contexto de socialização por excelência. Cada núcleo tem as suas dinâmicas particulares e as suas regras de funcionamento, as quais merecem ser respeitadas e compreendidas no seio dos contextos sociais e históricos em que se inserem. No entanto, torna-se necessário alertar as famílias para a identificação de eventuais formas de actuação, em casa, para com os rapazes e as raparigas, muitas vezes, promotoras das aindas actuais desigualdades de género desde tenra idade.

 
Esse comportamento é visível em diversas situações do quotidiano, tais como:
  • A oferta diferencial de brinquedos às crianças (bonecas para as meninas e bolas de futebol para os meninos);
  • A atribuição diferencial de tarefas em casa;
  • A valorização diferencial de certos comportamentos, nomeadamente os relacionados com a sexualidade;
  • Etc.
No entanto, são várias as estratégias para a promoção da Igualdade de Oportunidades dentro da própria família, tendo como exemplo:
  • Participação do pai na partilha das tarefas domésticas;
  • Participação do pai e da mãe nas diferentes actividades diárias dos/as filhos/as;
  • Cooperação entre rapazes e raparigas no desempenho de diversas actividades;
  • Oferta de materiais lúdicos e de outro tipo não diferenciado por sexo;
  • Participação do rapaz nas tarefas domésticas;
  • Valorização da opinião dos rapazes e das raparigas nas decisões familiares;
  • Participação das raparigas e dos rapazes em modalidades desportivas variadas;
  • Educação sexual do rapaz e da rapariga em casa;
  • Incentivação para seguir profissões independentemente do género padrão;
  • Contacto das raparigas e dos rapazes com a diversidade de culturas e de valores.

Tendo em conta algumas das estratégias, possíveis no combate às desigualdades de género que actualmente ainda se verificam, embora a maioria dos pais e das mães tenda a negar a existência na sua família de um tratamento deliberadamente diferencial, deve-se considerar a família como um alvo prioritário de intervenção, uma vez que se considera como o agente base para a preparação e criação de Oportunidades de Igualdade, tendo em vista a optimização do desenvolvimeno individual dos seus diferentes elementos.

 
Baseado em:
 
VIEIRA, C. (2006). Educação familiar. Estratégias para a promoção e igualdade de género, Vol. 15. Lisboa: Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres.


publicado por Vera Joaquim às 02:32
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Domingo, 13 de Março de 2011
A Televisão e o seu Bebé...

- Oh mãe… não apagues a luz… olha os monstros…
 
Já reparou o quanto a televisão pode influenciar o comportamento do seu filho/a?
 
Para o seu bebé o pequeno ecrã é um mundo a explorar, trata-se acima de tudo de um conjunto de cores e movimento que lhe desperta a atenção, como se de um brinquedo se tratasse.
 
Para os especialistas a criança até aos 2 anos não deve de todo estar de frente com qualquer tipo de ecrã, para estes, em alternativa dever-se-à fomentar uma aprendizagem e socialização muito mais dinâmica, através de actividades como o falar, cantar, ouvir música, jogar, ler e brincar.
 
A partir dos 2 anos a televisão já é considerada uma ferramenta de ensino, aliada do conhecimento esta permite à criança enriquecer o seu vocabulário e os seus valores. Contudo, tal só é possível desde que a criança seja devidamente acompanhada pelos encarregados de educação, pois são muitas as mensagens que esta ainda não entende.
 
Um dos factores de risco do pequeno ecrã é a violência, pois para além de se promover “a luta justificada pelo bem”, muitas dessas lutas protagonizadas por bruxas e monstros poderá assustar a criança, que nesta fase tem ainda alguma dificuldade em distinguir a fantasia da realidade. Esta incompreensão pelas mensagens televisivas também se estende à publicidade, de certo todos conhecemos a forma apelativa como os anúncios são realizados e a persuasão com que a criança nos solicita os seus produtos.

Factor de risco é também o tempo excessivo em frente do pequeno ecrã, visto como um comportamento passivo, que rouba à criança o brincar e a possibilidade de interagir com outras crianças. Este poderá ainda afectar a saúde do seu filho, uma vez que lhe pode causar obesidade e alteração dos seus padrões de sono, não só por lhe retirar horas de descanso essenciais ao seu desenvolvimento, como também por lhe criar ansiedade, dado todos os monstros que este acredita serem reais.

Deixo-o/a com alguns conselhos para reflectir, propostas para tornar a televisão uma actividade mais segura para os seus filhos:
  • Retire a televisão do quarto das crianças e coloque em sua vez brinquedos e jogos.
  • Desligue-a na hora da refeição, privilegiando assim um momento de convívio em família.
  • Seleccione os programas mais adequados de acordo com a idade, e idealmente, veja-o com o seu filho - isso proporcionar-lhe-á não só um momento em família como o ajudará a compreender as mensagens transmitidas.
  • Limite o tempo despendido a ver televisão para o máximo 1-2 horas por dia.
  • Você é o modelo do seu filho, por isso na sua presença escolha criteriosamente os seus programas.

Vemos que o seu Bebé é muito importante para si, por isso, protega-o dos monstros que se encontram debaixo da cama.



publicado por Vera Joaquim às 16:10
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Sábado, 12 de Março de 2011
Perguntas difíceis...

 

- Oh mãe... de onde eu vim??

E AGORA?!! Sentimo-nos desconfortáveis, recorremos à famosa história da cegonha que veio de França, e desejamos que a curiosidade fique por ali...

Não minta ao seu filho, a verdade deverá ser sempre o aliado da aprendizagem, pois mais tarde ou mais cedo, o seu "bebé" irá descubrir a verdade e poderá sentir que não é importante para si.

Para o seu pequenino ou pequenita não só lhe mentiu acerca de um assunto para ele/a importante, aquando a sua curiosidade, como também naquele momento deixou de ser uma fonte segura de informação. E mais tarde, poderá nem desejar falar consigo acerca destes assuntos, ou de outros.

Compreendo que  tenha receio das perguntas seguintes, ou até mesmo que julgue que está a proteger o seu bebé, mas apenas a sinceridade permitirá que ele cresça sexualmente saudável e isso sim irá protegê-lo. Este crescerá a respeitar o seu corpo,  as suas mudanças, a respeitar os outros, tornar-se-á numa criança consciente de si e irá tomar as decisões adequadas à sua idade, mas acima de tudo, irá querer partilhar momentos de conversa consigo.

Aconselho que não espere pelas perguntas do seu filho, encontre e aproveite os momentos propícios ao ensino, lembre-se que este gosta de falar consigo e por isso escute, responda e elogie a sua curiosidade. É normal sentir desconforto e por isso eduque respeitando os seus próprios valores, e não se esqueça... a sexualidade como nós a vemos não é como o seu bebé a sente, pois ele só quer ser amado.

E já agora... recorda-se da pergunta do início deste post? A resposta do seu filho poderia ter sido:

- Oh mãe!! Não entendes nada... o Tiago diz que veio da Suiça, e eu? De onde vim?

Esteja atenta/o, pois ás vezes as respostas são muito mais simples, e não deixa de ser um momento de aprendizagem...



publicado por Vera Joaquim às 16:06
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Sexta-feira, 11 de Março de 2011
Amor de mãe...

Dizes: "Meu filho".

 

É durante a gravidez que mais direito tens de o dizer. Um coração que bate, tão pequeno como um caroço de pêssego, repercurte-se no teu pulso. É a tua respiração que lhe fornece o oxigénio. Circula em ti e no teu filho um sangue comum e nenhuma dessas gotas vermelhas sabe ainda a qual dos dois mundos pertence.

Esse pedaço de pão que estás a trincar faz parte do material de construção das pernas sobre as quais correrá, da pele que o cobrirá, dos olhos com que observará o mundo, do cérebro onde brilhará o pensamento, das mãos que estenderá para ti e do sorriso com que te chamará "mamã".

Janusz Korczak 

in "Como Amar uma Criança"



publicado por Vera Joaquim às 16:01
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Quinta-feira, 10 de Março de 2011
A vida do seu bebé nos blogs...

 

Enquanto projecto, que se preocupa consigo e com o seu bebé, visitámos vários bloguistas nas suas caminhadas pela maternidade e paternidade, deparámo-nos então com um mundo ao qual apelidamos de Comunidade Parental. Um conjunto de pais e mães que se inter-ajuda e que dá a conhecer orgulhosamente a sua jornada passo a passo, expondo muitas vezes fotos dos seus filhos, amigos e familiares, uma situação à qual não ficámos indiferentes e que consideramos ser nosso dever alertar para os riscos inerentes a estas exposições do seu bebé e respectiva família.

 

Compreendemos que todo e qualquer pai se orgulhe do seu rebento, mesmo quando este ainda se encontra sob a protecção do ventre materno. Compreendemos a importância que tem para si partilhar com o mundo a sua alegria, o seu contentamento por ser pai ou mãe de um ser maravilhoso e que na sua inocência lhe proporciona os melhores momentos.

 

É por compreendermos e acreditarmos que a segurança para si é importante, que lhe dizemos que poderá estar a cometer um erro. Isto porque, verificámos que muitos pais colocam diariamente fotos do seu bebé, descrevem o seu dia a dia enquanto educadores, indicam os locais onde trabalham, passeam, expõem fotos da família, dizem os nomes de cada um dos seus membros, e se visitarmos o seu perfil, podemos não ter a morada mas temos a localidade. E todas estas indicações poderão pô-lo/a a si e ao seu mais que tudo em risco, um perigo que infelizmente está incrementado na sociedade em que vivemos e do qual temos o dever de nos prevenir.

 

Daremos então algumas opiniões de como poderá compartilhar connosco a paixão pelo seu filhote ou filhota, conseguindo manter a segurança de ambos:

  • Se colocar fotos, tente colocar apenas as mais importantes, o primeiro aniversário, o dia de carnaval e tente não colocar fotos do parque infantil onde vai todos os dias, coloque de um outro qualquer onde um dia foi por acaso;
  • Se houver familiares nunca divulgue os nomes;
  • Tente não descrever passo a passo a sua rotina, indique apenas os pontos mais importantes, sem especificar locais ou nomes;
  • Nunca divulgue a sua morada ou contactos telefónicos, entre outros dados pessoais;
  • No seu perfil indique no máximo o seu e-mail, caso pretenda manter contacto com amigos;
  • Explore todas as potencialidades de privacidade do blog onde tem a sua página, no sapo por exemplo poderá colocar fotos privadas e que não poderão ser blogadas para outros blogs ou sites.

Estes são alguns dos pontos sobre os quais poderá reflectir, contudo, aceitamos todos os comentários e testemunhos que nos permitam desenvolver estratégias de protecção. Pois a Vossa protecção é também importante para nós...

 

Ver artigo "Babyblogs na Blogosfera..."

 


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publicado por Vera Joaquim às 15:14
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Quarta-feira, 9 de Março de 2011
O poder do "Não"

 

"O desejo de expansão da criança é tão forte, deseja tão ardentemente apoderar-se de tudo o que a rodeia que entendemos ser nosso dever moderar-lhe os impulsos, e muitas vezes, em vez de lhos moderarmos, imobilizamos-lhos. Dizemos-lhe «não»."

Louis Corman
In "A Educação pela Confiança"

 

Já pensou na quantidade de "Nãos" que por dia diz ao seu filho? Lanço-lhe então um desafio, tente contabilizá-los.

Quantas vezes diz: "Olha que não vais ser capaz. Olha que vais cair. Não faças. Olha que não consegues". Sabemos que tem noção das potencialidades do seu filhote/a, mas aderir ao pessimismo não será de certo a solução, pois, deste modo, está a indicar-lhe que não acredita nas suas capacidades e através do poder da sugestão leva-o a acreditar em si e em muitas vezes a desistir das tentativas seguintes, pois sugestivamente acaba sempre por cair e acreditar que não é capaz.

Seja positivo/a, desafio-o/a a serrar os lábios cada vez que quiser dizer um "Não", pois estes são poderosos e por isso devem ser utilizados nas alturas certas e explicados devidamente. Dou-lhe um conselho, sempre o seu bebé não conseguir use, com um tom de voz suave, frases como: "Boa tentativa! Agora vou ajudar-te e para a próxima já fazes melhor." Incentive-o a continuar e sem o substituir nas suas acções, mais do que ajudá-lo a conseguir, ajude-o a nunca desistir, e ensine-lhe que tudo tem o seu ritmo e o seu tempo, pois senão conseguir hoje, pode sempre voltar a tentar amanhã...

 

Ver artigo "Não diga "Não", só porque sim!"



publicado por Vera Joaquim às 14:51
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Domingo, 6 de Março de 2011
Para Reflectir...

"Uma criança estava a andar de baloiço e como havia uma fila de crianças a aguardar a sua vez, a mãe grita-lhe «Sai do baloiço. Já chega.» ao qual a criança responde «Não saio. Quero andar mais.». Escusado será dizer que esta situação gerou discussão e birras. Outro familiar aproximou-se da criança e disse «Já viste aqueles meninos? Eles estão a aguardar para andar de baloiço e só podem andar se tu saíres, e como já andaste tanto tempo...» a criança prontamente responde saindo do baloiço «Ahh... Tá bem. Assim eu saio.»

Agora pergunto: «Valerá mais a pena poupar 5 minutos de discurso compreensivo, dando ordens e perder horas numa birra? Ou perder 5 minutos a falar com o seu filho/a de forma pausada, positiva e ganhar assim horas de alento?»

Deixo à sua reflexão...



publicado por Vera Joaquim às 14:58
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Sábado, 5 de Março de 2011
Mãe? Vais continuar a gostar de mim?

Se é pai/mãe e sonha em ter um segundo filho, decerto já se questionou sobre a reacção do seu filho mais velho, será que este vai aceitar o irmão? Será que vai sentir ciúmes? O que fazer para evitar que este não se sinta rejeitado?

 

Enquanto pai/mãe o seu maior desafio será compreender que o nascimento do seu bebé poderá desencadear emoções no seu filho, que lhe compete a si gerir, estas poderão ir desde a alegria devido à novidade de ter um irmãozinho, até ao medo de perder o seu espaço, brinquedos e principalmente a atenção dos pais.

 

Não tenha receio pelo seu filho, dar-lhe-emos algumas dicas que o poderão ajudar a atenuar-lhe os medos e levá-lo a aceitar o futuro membro da família, sugerimos-lhe que:

 

  • Envolva o seu filho mais velho nos preparativos do bebé, na decoração do quarto, na compra da roupa e dos brinquedos,
  • Mostre-lhe ecografias e deixe-o participar na escolha do nome,
  • Partilhe viagens ao passado, contando-lhe a história da sua primeira palavra, o primeiro dente, o primeiro passo, criando-lhe a emoção de querer participar nesses momento do irmão,
  • Mantenha a rotina até ao nascimento do bebé, é importante que o seu filho não sinta que tudo à sua volta muda.

E lembre-se, caso o seu filho pareça não estar interessado no novo/a mano/a, não o force a aceitar e/ou a participar, dê-lhe espaço, tempo e nunca deixe de o mimar, pois este no fundo está apenas com receio de perder a sua atenção. Demonstre-lhe que ele também é importante para si.



publicado por Vera Joaquim às 14:34
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Obrigada pelos Miminhos... Volte Sempre :)


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